Teatro Espontâneo
Trata-se de uma dramatização, a qual os participantes improvisam acontecimentos do dia-a-dia, fatos sociais, situações profissionais ou momentos educacionais, que estejam gerando mal-estar e que necessitam serem tratados.
Este trabalho pedagógico e psicoterapêutico foi criado pelo psiquiatra Dr. Jacob Levi Moreno.
“ Em 1o de abril de 1921, na cidade de Viena, Moreno convocou o povo vienense para debater os problemas políticos da época. Esta foi uma sessão aberta sociodramática. Já em 1922 Moreno iniciava o seu Teatro da Espontaneidade também na forma de sessão aberta. O público era convidado, pagava a entrada e participava (no sentido literal da palavra) do espetáculo.[...] Nos Estados Unidos manteve durante muitos anos o Teatro Terapêutico da cidade de Nova York.” ( José Fonseca Filho)
Esta dramatização, diferente das tradicionais, convida os espectadores a serem autores e atores de uma peça teatral criada sem preparação prévia.
Escolha do tema:
O Psicodramatista inicialmente convoca o público a relatar temas de importância ou conflitantes. Destes assuntos, um é escolhido pela maioria.
Criação da estória:
O psicodramatista convida o participante, relator do tema escolhido e outros participantes a criarem rapidamente uma estória relacionada ao tema em questão.
Os autores trocam idéias, criam um enredo e determinam os personagens.
Dramatização:
Iniciam a dramatização do tema, porém no decorrer da estória, um acontecimento inesperado é proposto.
Cabe ao psicodramatista durante a trama da estória interferir no sentido criado pelos autores. Este mesmo convoca um ator auxiliar preparado rapidamente a se colocar em cena subitamente, trazendo para a estória o inusitado, a surpresa, mobilizando obstáculos, desviando os participantes da estória conhecidas para um final criativo.
Qual a finalidade destas interferências e criações a novos sentidos?
Jacob Levi Moreno criou a teoria da espontaneidade, a qual é aplicada no trabalho de teatro espontâneo ou psicodrama invocando nos participantes a explorarem idéias criativas, novos caminhos as estórias conservadas. Mudança de percurso nos sentidos esperados. Obstáculos que provocam mal-estar, mas que sugerem à ação nova, a “manobra” ideativa que é posta na dramatização rapidamente.
Ao final do trabalho, participantes e platéia, fazem uma discussão sobre a experiência dramática.
O que realmente importa nesta espécie de jogo dramático não é o resultado do trabalho, mas o processo espontâneo dos participantes e platéia. Uma forma criativa de introduzir mudanças, novas reflexões sobre temas conhecidos de relevância nos diferentes grupos.
Proposta de trabalho em:
Empresas e escolas
Indicado para todas as idades:
Adultos, adolescentes, púberes, crianças e até idosos.
Consuelo Muniz Escudero
Fone: (41) 3352-3736
(41) 8433-3736
Última atualização (Qua, 10 de Fevereiro de 2010 13:47)
Teatro Espontâneo











